Na luta contra o câncer, a detecção precoce é um dos maiores aliados para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Em Israel, duas startups estão ganhando destaque ao aplicar a bioconvergência, conceito que une biologia, engenharia e inteligência artificial, para criar soluções que podem transformar tanto o diagnóstico quanto o tratamento da doença.
SpotItEarly: cães treinados e inteligência artificial no diagnóstico precoce
A SpotItEarly desenvolveu um método não invasivo, simples e altamente preciso para identificar sinais de câncer ainda em estágios iniciais. A inovação combina duas frentes poderosas: a capacidade olfativa dos cães e o processamento de dados por inteligência artificial.
Os cães, treinados durante meses, conseguem detectar no hálito humano assinaturas de odor associadas ao câncer, algo que os cientistas estudam há mais de 25 anos. Com um olfato milhões de vezes mais sensível que o humano e superior a qualquer sensor eletrônico existente, esses sensores de quatro patas identificam rapidamente a presença de compostos relacionados a tumores.
O processo é simples: após prescrição médica, o paciente recebe um kit contendo uma máscara semelhante às usadas na pandemia de COVID. Ele respira na máscara por três minutos e envia a amostra ao laboratório da startup. Lá, os cães analisam o material e a inteligência artificial traduz os sinais em dados clínicos. Em poucos dias, o resultado é entregue, com precisão próxima a 94% nos estágios 1 e 2 do câncer, justamente quando as chances de cura são maiores.
Além da confiabilidade, o método é pouco custoso, rápido e não invasivo, podendo ser aplicado em larga escala, inclusive em regiões remotas. A expectativa é lançar a versão para rastreamento de câncer de mama já em 2025, seguida por pulmão, próstata e colorretal.
Edity Therapeutics: programando o sistema imunológico para vencer
Enquanto a SpotItEarly aposta na prevenção, a Edity Therapeutics está reinventando o tratamento contra tumores sólidos, um desafio em que muitas terapias celulares tradicionais falham.
A empresa reprograma linfócitos T, células de defesa do próprio paciente, para que reconheçam o tumor e liberem proteínas terapêuticas que ativam uma resposta inflamatória localizada. Assim, o corpo passa a combater o câncer como se fosse uma infecção.
A plataforma da Edity alia engenharia genética, inteligência artificial e biologia em tempo real, acelerando o desenvolvimento de terapias personalizadas. Inicialmente, os estudos miram câncer de ovário e colorretal, com previsão de testes clínicos a partir de 2027. O grande diferencial é a busca por eficácia com menor custo, tornando os tratamentos acessíveis para sistemas públicos de saúde.

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